Monumentos Megalíticos

 

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Cromeleque do Xarêz

Os Cromeleques são templos da pré-história relacionados com a antiga religiosidade Pagã associada ao culto dos Astros e da Natureza, estando também associados a espaço de encontros das ancestrais tribos da proto-história. São monumentos construídos com vários Menires, de configuração ou forma circular, semi-circular ou elíptica. De entre os demais, que nos informa do um enorme mosaico megalítico existente na região e a poucos kms de distância do Centro Druídico da Lvsitânea, o Cromeleque de Xarêz representa um dos mais interessantes exemplares do megalitismo existentes em território Lusitano.
Pensa-se que este conjunto megalítico seja datado de cerca de inícios de 4.000 a.C a 3.000 a.C, sendo constituído por 55 Menires de cerca de 1,20 a 1,50 metros, alguns de configuração fálica, outros de forma almendrada, dispostos em torno do um grande Menir Central de configuração fálica, com cerca de 4,50 metros de altura e de aprox. 7 toneladas de peso.
Quando foram encontrados e classificados, e com vários estudos efectuados, procedeu-se à sua reconstituição, uma vez que os monólitos estavam dispersos devido a trabalhos agrícolas.
Devido à subida das águas com a construção da Barragem do Alqueva, o Cromeleque do Xerez, teve de ser transferido da Herdade do Xerês de Baixo, onde se encontrava, para junto do Convento da Orada, onde se encontra actualmente.

Fonte do texto: www.guiadacidade.pt/pt/poi-cromeleque-do-xarez-16564
Direitos da imagem: www.themodernantiquarian.com/user/2223/baza/

Cromeleque do Xarêz

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Menir da Rocha dos Namorados

Localizado a curta distância do Centro Druídico da Lvsitânea, O Menir da Rocha dos Namorados ou Rocha dos Namorados localiza-se igualmente na freguesia do Corval, concelho de Reguengos, Portugal.
Trata-se de um magistral Menir feito a partir de um bloco de granito natural e cuja altura ultrapassa em pouco os dois metros. Apresenta-se com uma forma semelhante à de um cogumelo ou, uma vez que se encontra seguramente associado aos milenares ritos pagãos da fertilidades, de um útero.
Reza a lenda, consubstanciando também o seu carácter oracular, que "as Donzelas em idade de contrair matrimónio iriam consultar a Rocha para saberem quanto tempo ainda faltava para se realizar o seu casamento. Para que do Menir obtivessem resposta, as Donzelas atiravam para cima da Rocha umas pedras. Se essa pedra não ficassem em cima da Rocha e caísse ao solo, tal representava um período de espera de um ano, após o qual se poderia fazer nova consulta ao Menir. Com o advento do cristianismo, este antigo rito pagão passou a ser associado à igreja, passando a ser realizado na Segunda Feira de Páscoa.

Direitos da imagem reservados ao blog Ethos em: http://ethoscracia.blogspot.pt/

Rocha dos Namorados

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Estela-Menir do Barrocal

Ainda nas imediações do Centro Druídico da Lvsitânea poderemos ter o previlégio de visitar o Menir do Barrocal. Nas palavras de Mário Varela Gomes, "Identificada em 1993, a estela-menir da Herdade do Barrocal constitui o mais alto monólito do seu tipo erguido pelo Homem pré-histórico no Ocidente peninsular. Ela ocupa o centro de plataforma artificialmente aplanada, delimitada por restos de recinto com planta de forma ovóide, cujo eixo maior se encontra orientado no sentido noroestesudeste. Sondagem por nós efectuada, junto à extremidade proximal do monólito, conduziu à identificação de restos da sua estrutura de sustentação. Na face então exposta deste monumento, reconheceram-se 78 figuras gravadas, que a análise estratigráfica, das técnicas de execução, dos graus de desgaste e alguns paralelos permitiram integrar em cinco grandes períodos de execução. A superfície referida constitui, pois, espécie de palimpsesto onde se detectaram repertórios iconográficos que podem ascender aos finais do Neolítico Antigo (V milénio a.C.), quando o monumento foi erecto, e alcançarem a Idade do Bronze (II milénio a.C.), executados depois de o monólito ter sido derrubado, durante o Calcolí- tico. Importa sublinhar a presença de grandes linhas onduladas, pertencentes à fase mais recuada da decoração, a representação de “báculo” e de dois possíveis idoliformes, atribuí- dos ao Neolítico Médio, de banda de ziguezagues, tardo-neolíticos ou calcolíticos e de círculos simples, concêntricos, tal como contendo ponto ou covinha no seu interior, da Idade d Bronze."

Menir do Barrocal