A Revista da Tradição Lvsitana, cujo lançamento oficial decorreu em Maio de 2016, contém nos seus números os seguintes editoriais:

 

Editorial da Revista da Tradição Lvsitana nº 0

​Este é o número inaugural da «Revista da Tradição Lvsitana» e o título Alquimia da Alma define o eixo temático central fixado para esta edição. Chamamos também a atenção do leitor para o nosso Momentum Metaxis, que vos informará das nossas reportagens. Metaxis é uma palavra de origem grega, cujo uso -  methexis – se atribui a Platão. Metaxis quer dizer, provavelmente entre muitas outras coisas, o nosso trânsito possível ou a nossa viagem passível entre mundos, a saber: entre as essências ou a reminiscência de ideias perfeitas e transcendentes … e a imanência sensível do mundo real e quotidiano. A nossa revista propõe, assim, a todos os leitores interessados ou irmanados na Tradição Primordial uma dupla viagem, a saber: pelas águas oceânicas da Tradição e pelo rio interior de si mesmos, em busca de uma foz que seja conhecimento esclarecido e responsável e felicidade partilhada nessa procura e descoberta comunitárias. Neste número abordamos temas caros à Tradição: O que é Sageza? De que História e histórias é feita a nossa Tradição? Que cantos e contos a narraram através dos tempos? De que corpo de vozes e experiências e testemunhos se fez e se faz o nosso Caminho? Através de que artes de Cura e Divinação se doou a Tradição aos outros? De que Bosques e Clareiras viemos e como os habitamos? De que palavras se diz a nossa Palavra? Neste número fazemos Comunidade partilhando Valor. A nossa Comunidade celebra Autonomia, Liberdade e inclusão de Todos os seres na Comunidade de Afectos que é a Tradição Lusitana. O nosso Projecto é a reintegração de Portugal nessa vasta comunidade de pertença que é a Lusitânea. A nossa Vocação é uma amorosa ética onto-antropológica. Evocamos a Lembrança do que fomos – do que sempre fomos – a continuidade de uma Tradição em Amor. Invocamos, presentificamos e actualizamos os Referenciais Matriciais da Tradição Lusitana. Vivemos em revolucionária Esperança de um Futuro que sempre foi hoje, agora e aqui, nesta Clareira Comunitária: Nós. Queremos mundar o mundo. Leitora e leitor Amigos, queremos que venham mundar connosco o mundo. Essa é a revolução maior que procuramos: realizar uma Alquimia da Alma na Alma Comum de todos nós.

P´la Direção Editorial: por Adgatia Vatos

Editorial da Revista da Tradição Lvsitana nº 1

 «(…) a nossa Tradição é Ancestral, mas não deve ser arcaica, isto é, não a devemos deixar disposta à obliteração pelos tempos.»

Druída /|\ Adgnatios, Endre da Lusónia

 

Estimadas leitoras e leitores da Revista da Tradição Lusitana, este número da nossa revista assinala um momento que é um marco histórico para a nossa Tradição: o encontro, na Irlanda, dos Três Guardiões da Aliança Druídica Celta, o Grande Druida da Irlanda, o Grande Druida da Lutécia e o Grande Druida da Lusónia. Confluência da Celtic Druid Alliance, no Celtic Druid Temple, que assinalou, na Celebração do Equinócio de Outono, a transmissão e encontro das linhagens e o juramento da Aliança Druídica Celta pelos três guardiões fundadores. Cerimónia participada por muitos irmãos e irmãs do continente europeu e americano, entre os quais se contavam inúmeros membros da Assembleia Druídica Lusitana. Este é, pois, um momento de festa e de plantio, de reencontro e de partilha para toda a nossa Comunidade e é também um tempo de germinação e recomeço, de vitalidade e de trabalho para a nossa Tradição. Neste número damos conta do nosso testemunho pelo Caminhar na nossa Tradição, tal como o vivemos, em cada trilho e em cada passo Comunitário. Caminhar em Comunidade significa também dar testemunho através de um Dizer em partilha responsável, livre, sustentada e nutrida pelos princípios da nossa Tradição, consciente pois, na mudança nos tempos, que sempre houve e da constância no Amor que desde sempre nos guia.

Seja em prosa, seja em poesia, este número é oferenda e testemunho da Tradição em Nós. E por essa razão, nela desejamos realizar dizendo a Luz da Hiperbórea. Unimos, pois, as nossas pequenas vozes neste humilde canto de Celebração à Re-União e ao Re-Acender, da Aliança Druídica Celta, na sempiterna Luz da Hiperbórea.

P´la Direção Editorial: por Adgatia Vatos

 

Editorial da Revista da Tradição Lvsitana nº 2

«A mais profunda noção de Tradição refere-se sempre a um sentido constante do acontecer espiritual (…) ao longo dos tempos, o que não implica que esta seja apenas uma memória vã e que não possa ou não deva assumir diversas atualizações por via das diferenças nos tempos. É neste sentido que se diz que uma Tradição é antiga como o mar e nova como as ondas que a renovam pelos tempos, o que faz dela algo de profundamente vivo e dinâmico enquanto os seus cultivadores e cultivados lhe disponibilizarem o seu coração (…).»

/|\ Adgnatios - Arqui-Druida da Lusónia

 

«Le folklore fourmille d’histoires qui sont de vieux mythes, et les dances provinciales sont parfois les débris d’anciens choeurs sacrés. D’insoupçonées civilisations disparues s’évoquent à travers cês ruines, dont la signification s’est perdue, comme celles des menhirs, de la cavernes des gnômes ou de l’arbre des fées.»

 /|\ Philéas Lebesgue – Grand Druide des Gaules

 

 Estimadas leitoras e leitores da Revista da Tradição Lusitana, neste nosso número evocamos e celebramos a Espiritualidade Atlântica que une a nossa Comunidade por esse mundo fora a partir dos mitos, das culturas e dos rituais que revisitamos, como Oceano comum que são da nossa Tradição, que aqui também dizemos Hiperbórea e Atlante. Caudalosa como os rios que nos unem e navegamos, ínfima como o secreto gotejar das fontes que marca o compasso dos nossos corações. Infinita como a respiração dos cursos de água na sua determinação, fado, ensejo e vontade de reunião nessa grande foz comum feita da matéria fluida da pluralidade de Vozes que em nós recontam e cantam os feitos, os trabalhos e os diasdos nossos Ancestrais. Canto renascido na voz dos nossos Aedos… Atlântida desoculta ou reconstruída no Santuário Mãe ou no Lugar do Centro Druídico da Lusitânea, ou… no Lugar do Coração de todos e de todas nós.

P´la Direção Editorial: por Adgatia Vatos